sábado, 12 de maio de 2012

Um romano feliz
       diz
à esposa
que vai à arena
ter diversão.

Prepara sua
      melhor vestes,
é dia de matarem
      cristão!

Passa
      no mercado
e abastece-se
para o espetáculo.

Cumprimenta
      sorridente
um general no caminho.

E ainda
aos deuses
faz sua
     última
prece.
Que vida cruel
        o lobo
sempre
persegue o cordeiro.

Nos
        montes
de Roma
a cena deve
divertir os passantes:

Um
       lobo
faminto
sempre correndo
atrás de um ágil
       cordeiro.

Hoje, italianos
         ainda
sorridentes
assistem o lobo
falhar.
Augusto imperador
             Almeja
Superar, em epopeia
a culta Grécia
e
             encomenda
ao homem das
Bucólicas
um poema
              épico
da glória de Roma,
surge a Eneida.
              Ouro literário.

Homero, no mundo
dos mortos
               lê atento
a obra de Virgílio:

"Que magnífica obra
diferente da minha.
               A melhor epopeia
da história romana
               com o nome de
Eneida."
Os romanos
       de Rômulo
querem mulheres!
Os sabinos
        as têm.

Tomemo-las, ó irmãos!
        Tomaram-nas.
Roubaram os vizinhos.
Estes, furiosos
        Vieram as reclamar.
Luta a moda
         Romana.

"Parem! Parem
         Não queremos
ser viúvas!"

Sabinos e romanos
bebem
         e brindam
aos deuses.
Éneas
    de sangue
troiano,
é escolhido
    por Zeus
(Que tudo sabe)
e vive
    a ira
do Pelida.
Experiente,
    joga-se
ao mar
em naus
    brilhantes.
Seguindo a vontade
dos olimpianos,
    Éneas
faz sua árvore.
O fantasma
       de
Remo grita.
O pobre agoniza
na morte.
        Quer
a fama de Roma.

Ele assiste,
         tristonho,
à queda dos
         césares.
Queria os desejos
e as
         batalhas
de Roma.

Mal sabe
          o tolo
que se não
          estivesse morto
não estaria
          desejando
a Roma que vê.
Um mugido
        e ao
fundo o som
de um córrego.

Avisem a todos
         as moças:
É Júpiter divino
em forma
         bovina.

Corram!
         Salvem
suas filhas!
Afinal,
         quem,
quem quer
um neto
         com
sangue divino?

Já basta ao
         mundo
um Hércules.
No oásis
as águas secam.
        Netuno
intenta chorar.
Mas se chorasse
        Não haveria
seca, haveria
         mar.

O mercador
         foge,
deixa cair
no chão sujo
         mercadorias.

Olhem! Aníbal
         está
nos portões de
         Roma.

Não se preocupem
         Netuno ri,
não há água,
somente seca.
         O general
de Cartago
morrerá
         de sede.
O escorpião
dormente sob
a pedra
reza, chora
e os deuses
       ouvem
os gritos
das mulheres
       assustadas.

Plínio, o velho
espectro
       faz versos
de culto
à Vênus.
      Por que
Vênus?

Toda a beleza
jaz sob
um escorpião
     dormente
sob as pedras
de um templo
     De Cupido.

Versos Romanos

Versos sobre cenas romanas. Rápidos e singelos. A tentativa é mostrar, mesmo que minimamente, um pouco de Roma e sua cultura.