Um romano feliz
diz
à esposa
que vai à arena
ter diversão.
Prepara sua
melhor vestes,
é dia de matarem
cristão!
Passa
no mercado
e abastece-se
para o espetáculo.
Cumprimenta
sorridente
um general no caminho.
E ainda
aos deuses
faz sua
última
prece.
Que vida cruel
o lobo
sempre
persegue o cordeiro.
Nos
montes
de Roma
a cena deve
divertir os passantes:
Um
lobo
faminto
sempre correndo
atrás de um ágil
cordeiro.
Hoje, italianos
ainda
sorridentes
assistem o lobo
falhar.
Augusto imperador
Almeja
Superar, em epopeia
a culta Grécia
e
encomenda
ao homem das
Bucólicas
um poema
épico
da glória de Roma,
surge a Eneida.
Ouro literário.
Homero, no mundo
dos mortos
lê atento
a obra de Virgílio:
"Que magnífica obra
diferente da minha.
A melhor epopeia
da história romana
com o nome de
Eneida."
Os romanos
de Rômulo
querem mulheres!
Os sabinos
as têm.
Tomemo-las, ó irmãos!
Tomaram-nas.
Roubaram os vizinhos.
Estes, furiosos
Vieram as reclamar.
Luta a moda
Romana.
"Parem! Parem
Não queremos
ser viúvas!"
Sabinos e romanos
bebem
e brindam
aos deuses.
Éneas
de sangue
troiano,
é escolhido
por Zeus
(Que tudo sabe)
e vive
a ira
do Pelida.
Experiente,
joga-se
ao mar
em naus
brilhantes.
Seguindo a vontade
dos olimpianos,
Éneas
faz sua árvore.
O fantasma
de
Remo grita.
O pobre agoniza
na morte.
Quer
a fama de Roma.
Ele assiste,
tristonho,
à queda dos
césares.
Queria os desejos
e as
batalhas
de Roma.
Mal sabe
o tolo
que se não
estivesse morto
não estaria
desejando
a Roma que vê.
Um mugido
e ao
fundo o som
de um córrego.
Avisem a todos
as moças:
É Júpiter divino
em forma
bovina.
Corram!
Salvem
suas filhas!
Afinal,
quem,
quem quer
um neto
com
sangue divino?
Já basta ao
mundo
um Hércules.
No oásis
as águas secam.
Netuno
intenta chorar.
Mas se chorasse
Não haveria
seca, haveria
mar.
O mercador
foge,
deixa cair
no chão sujo
mercadorias.
Olhem! Aníbal
está
nos portões de
Roma.
Não se preocupem
Netuno ri,
não há água,
somente seca.
O general
de Cartago
morrerá
de sede.
O escorpião
dormente sob
a pedra
reza, chora
e os deuses
ouvem
os gritos
das mulheres
assustadas.
Plínio, o velho
espectro
faz versos
de culto
à Vênus.
Por que
Vênus?
Toda a beleza
jaz sob
um escorpião
dormente
sob as pedras
de um templo
De Cupido.
Versos sobre cenas romanas. Rápidos e singelos. A tentativa é mostrar, mesmo que minimamente, um pouco de Roma e sua cultura.